Header-farmlandgrab-en3
Icon-globe   Icon-fb   Icon-twitter   Icon-rss  
Home About events Gallery Publish
Subscribe
Help

Who's involved?

Archives

Languages

Special content

Camponeses alertam para aumento de pobreza em Moçambique
Published: 13 Nov 2017
Posted in:  Mozambique
Comments (0) Print Email this

13-11-2017, VOA Portugués

Camponeses que perderam terras para megaprojectos florestais, minerais e de gás nas regiões centro e norte de Moçambique, alertam para o aumento da pobreza no país.

Trata-se de camponeses das comunidades rurais de Manica, Sofala e Zambézia, no centro e Nampula, no norte de Moçambique, largamente atingidos por megaprojectos, que reunidos em Nhamatanda (Sofala), no terceiro encontro das comunidades rurais, produziram uma declaração de repúdio.

“Nos corredores de Nacala e Beira, assistem-se a implementação de programas e projetos de investimentos nas áreas de agricultura com foco para o agro-negócio e plantações florestais, mineração e gás, que geram conflitos de terra e alteração de modos de vida das comunidades rurais, concorrendo para o agravamento da pobreza” alertou Dionisio Mapoteia, camponês e activista social.

Na reunião realizado sob o lema “construindo alternativas soberanas para o desenvolvimento das comunidades rurais,” os camponeses denunciaram a usurpação de terras por projectos desenhados e implementados pelo governo e privados, a marginalização dos camponeses, deslocações e reassentamentos forçados, insistindo que “os processos consultivos nas comunidades não são democráticos”.

Os camponeses, integrados nas organizações da sociedade civil e movimentos sociais das quatros províncias, reuniram-se para aumentar a consciência cívica em defesa de bens e terras e construir alternativas para a sua qualidade de vida.

O grupo criticou o modelo estatal de desenvolvimento assente no agro-negócio e a elaboração de políticas e programas de desenvolvimento inadequados e sem consultas comunitárias, salientando que se priorize o desenvolvimento das zonas rurais.

“Exigimos a devolução de machambas e áreas das comunidades rurais usurpadas em Manica e Zambézia, e outros projectos de plantação florestal, mineração, gás, entre outros”, enfatizou Mapoteia.

Fernando Catawa disse à VOA que perdeu a sua terra na zona Mira 26, em Savane (Sofala) para um projecto de plantações florestais, que actualmente marginaliza os nativos,após compensações injustas e insultuosas.

Outra camponesa, Ecita Simone, disse que foi aliciada com promessa de 50 anos de emprego por uma firma portuguesa de plantação de aucaliptos em Gondola (Manica), mas que agora é forçada a deixar a sua machamba e habitação para dar lugar a florestação, sem alternativas a terra.

O responsável da organização Acção Académica para o Desenvolvimento das comunidades rurais (ADECRU), que promoveu a iniciativa, reconheceu que as reclamações dos camponeses são generalizadas nas áreas de implementação dos megaprojectos em Moçambique, insistindo nas falhas das políticas estatais.

“Definitivamente, o governo deve repensar nos megaprojectos, porque há reclamações em todas as zonas de implementação”, disse Jeremias Mondlane.

O activista social disse que a organização, que também é contra a implementação do Prosavana, por ser mau para as comunidades, iniciou uma caravana de solidariedade com outras organizações nas comunidades afectadas pelos programas e projectos e ajudar em soluções pacíficas.
Source: VOA Portugues



Post a comment
Name

Email address (optional - if you want a reply)

Comment

Women in Africa launch petition to stop all forms of abuse against women in oil palm plantations. Please sign 


Kindly support the struggle against large-scale industrial oil palm plantations by Okomu Oil Palm PLC (a member of the global SOCFIN) in Edo State, Nigeria. Sign on with this link and share: http://erafoen.org/index.php/2017/07/28/uphold-edo-state-government-revocation-order-on-okomu-oil-palm-company-plc/


Who's involved?

26 Nov 2017 - Abidjan
Forum Citoyen Afrique-UE



Languages



Archives