Exploração da terra em Nampula: Necessário envolvimento comunitário

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Noticias | 18 Dezembro 2013
Governadora de Nampula, Cidália Chaúque

Exploração da terra em Nampula: Necessário envolvimento comunitário

A governadora de Nampula, Cidália Chaúque, defendeu há dias na capital provincial a necessidade de as comunidades, sobretudo rurais, serem consideradas sempre como interlocutoras válidas na posse e exploração da terra para que se possa evitar conflitos entre elas e outras instituições investidoras e, por conseguinte, tirar máximo proveito deste recurso naquela parcela do país.

A governante fez este pronunciamento durante a realização da Oitava Sessão do Observatório do Desenvolvimento da Província de Nampula, que se debruçou, principalmente, sobre questões ligadas ao uso e aproveitamento da terra naquela região, para além da energia e segurança.

Chaúque afirmou que do lado do Executivo Provincial tudo tem sido feito com vista a garantir o acesso e segurança de posse e exploração da terra tanto pelos camponeses como pelos investidores nacionais e estrangeiros que desenvolvem ou implementam várias actividades naquela província.

“Entendemos que há uma necessidade de as nossas comunidades serem capacitadas em matérias de uso e aproveitamento da terra para que elas sejam mais envolvidas ou sejam consideradas como interlocutoras válidas, evitando conflitos que eventualmente possam surgir na exploração deste recurso na nossa província”, disse Cidália Chaúque.

O que se sabe é que as comunidades camponesas da província de Nampula, sobretudo aquelas que desenvolvem as suas actividades agrícolas ao longo do “Corredor de Nacala”, abrangido pelo novo projecto ProSavana, estão receosas em perder as suas terras a favor dos investidores estrangeiros com a implementação daquela iniciativa, isso devido em parte à alegada falta de informação e de transparência na sua divulgação junto das referidas comunidades.

Por seu turno, o Governo, através do Ministro da Agricultura, José Pacheco, já contra-atacou os opositores àquele projecto, dizendo que aliar o ProSavana à usurpação da terra é uma conspiração para manter o nosso país dependente da importação de comida. Pacheco anotou que o programa pretende contribuir para a transformação da agricultura de subsistência numa agricultura comercial, através do aumento da produtividade das terras.

O ProSavana é um grande programa que está a ser implementado pelo Governo de Moçambique ao longo do Corredor de Desenvolvimento de Nacala, em parceria com o Brasil e Japão. O empreendimento, que terá a duração de dez anos, tem por objectivo transformar as savanas tropicais do norte do país em áreas de maior produção agrícola.

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