UNAC reúne em Maputo segunda conferência internacional

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RFI | 16 Outubro 2013
Augusto Mafigo, presidente da UNAC

UNAC reúne em Maputo segunda conferência internacional

Leonardo Silva

Termina na quarta-feira dia 16 de Outubro a segunda Conferência Internacional Camponesa organizada em Maputo  pela UNAC moçambicana.

A  decorrer em Maputo até a quarta-feira, dia 16 de Outubro, a  segunda Conferência Internacional Camponesa, tem como objectivo avaliar a situação da agricultura em Moçambique e nos países convidados. Uma atenção particular é consagrada à problemática da propriedade das terras e à situação socio-económica dos agricultores nas zonas rurais. O evento tem lugar no mesmo momento em que o governo moçambicano tenta apaziguar as inquietações e as críticas da UNAC( União Nacional de Camponeses) no respeitante ao conhecido projecto ProSavana.Concebido pelos governos de Moçambique, Brasil e Japão, o projecto ProSavana cujo objectivo__segundo as autoridades de Maputo__ é optimizar a produtividade agrícola e tornar o país auto-suficiente no plano alimentar, deve ser  implementado em 19 distritos de três províncias do centro e  norte  de Moçambique.O coordenador governamental do ProSavana, Calisto Bias, declarou à imprensa na terça-feira em Maputo que  "um dos principios" que norteiam o ProSavana é  reconhecer  e respeitar o Direito de Uso  e Aproveitamento de Terra (DUAT dos agricultores. "A soberania dos agricultores sobre a terra será respeitada",concluiu  Calisto Bias.

O presidente da UNAC, Augusto Mafigo,que lamentou a falta de representatividade do governo ao mais alto nível na segunda Conferência Internacional Camponesa, confirmou em declarações à RFI a preocupação dos agricultores moçambicanos no tocante aos futuros projectos de optimização agrícola alegadamente, segundo ele, destinados a desenvolver o país.

 
Entrevista. Augusto Mafigo 15.10.2013
 
15/10/2013
 
 

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Jornal Noticias | 16 Outubro 2013

ProSavana é pela inclusão

O GOVERNO defende a inclusão da sociedade civil no Programa de Cooperação Triangular envolvendo Moçambique, Brasil e o Japão para o Desenvolvimento Agrícola das Savanas Tropicais (ProSavana). Algumas organizações da sociedade civil, com destaque para a União dos Camponeses de Moçambique (UNAC), têm advogado a necessidade de o ProSavana salvaguardar a posse da terra aos pequenos agricultores da região onde o programa será implementado.

Calisto Bias, coordenador do ProSavana, no Ministério da Agricultura, afirmou que essa é também preocupação do Governo, frisando que a inclusão da sociedade civil no Programa é vista pelo “Executivo” como importante para que o mesmo alcance o seu objectivo de apoiar os produtores moçambicanos a aumentar a sua produção e produtividade como forma de contribuir para a redução da pobreza.

“Na verdade, sempre tivemos esta preocupação de envolver os nossos parceiros da sociedade civil no contexto do ProSavana. Já tive a possibilidade de ir à sede da UNAC, em Maputo, apresentar por duas vezes aquilo que são as nossas intenções em relação  ao ProSavana. Estamos sempre abertos à crítica da sociedade civil, porque ela nos vai orientar para as coisas que eventualmente não estejam a ser bem vistas por nós e o nosso esforço vai ser sempre de continuar a trabalhar não só com a UNAC, mas também com outras organizações da sociedade civil”, disse Calisto Bias.

Ele falava ontem, em Maputo, durante uma apresentação do ProSavana aos profissionais de comunicação social.

Na ocasião, Calisto Bias explicou que o ProSavana pretende desenvolver a agricultura, a economia e o sector social das comunidades situadas no Corredor de Nacala, nomeadamente nas províncias de Nampula, Zambézia e Niassa, contribuindo para a segurança alimentar de Moçambique e para o desenvolvimento humano do País.

“O enquadramento geográfico do Corredor de Nacala dá a esta região um potencial agrícola excepcional que deve ser desenvolvido de modo sustentável, responsável e de acordo com as melhores práticas mundiais, para garantir alimento para os moçambicanos e a diminuição da dependência de alimentos importados”, frisou.

Questionado sobre a área total abrangida pelo ProSavana, Calisto Bias afirmou que “ a nossa preocupação não é a área que o ProSavana vai ocupar, mas sim empoderar e capacitar os produtores que estão lá no terreno a fazer uma agricultura cada vez mais eficiente e com eficiência”.

“Aumentando a sua produtividade, alguns produtores eventualmente terão a capacidade de aumentar as suas áreas de produção e esses, se bem integrados numa cadeia de valores, com acesso aos mercados e insumos podem tornar aquela zona altamente produtiva”, afirmou.

De referir que o ProSavana está enquadrado no Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA), aprovado pelo Conselho de Ministros em 2011 e que tem como principais objectivos aumentar a produtividade, garantir o acesso ao mercado e a utilização de recursos naturais de forma sustentável, aumentando as capacidades empresarias dos agricultores.


                     

Original source: RFI
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