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Argentina estuda lei brasileira sobre propriedade estrangeira de terras

EFE | 01 de março de 2011 | Español

A Argentina analisa um modelo legal aprovado no Brasil para limitar a propriedade estrangeira de terras, mas sem que uma lei deste tipo espante os investimentos, adiantou nesta terça-feira a presidente Cristina Kirchner.

Cristina antecipou que enviará ao Parlamento um projeto de lei sobre propriedade de terras que será "suficientemente inteligente para que não ter um efeito inverso", que pudesse fazer com que os argentinos fossem vistos "como xenófobos e refratários a qualquer tipo de investimento".

"Hoje é um modelo que também está sendo realizado pelo Brasil. Há modelos a serem vistos, não vamos inventar nada novo", assinalou a governante.

No início deste século, cerca de sete milhões de hectares estavam em mãos de estrangeiros na Argentina, mas esse número aumentou desde então até 20 milhões de hectares, de acordo com cálculos da Federação Agrária Argentina, que agrupa pequenos e médios agricultores e exige o fim deste fenômeno.

A presidente disse que é necessário que o país conte com um instrumento para "que os recursos, que serão vitais para o século XXI, sigam em competência nacional", mas apontou que isto "não significa desencorajar o investimento estrangeiro".

"Por isso tem que ser uma lei inteligente e cuidada, nem xenofóbica, nem chauvinista. Chauvinista disse, não ''chavista'', para que ninguém se confunda", esclareceu.

Porta-vozes do Ministério da Agricultura consultados pela Agência Efe indicaram que o projeto está em estado de elaboração "avançado" por parte de técnicos da pasta, mas se recusaram a dar mais detalhes por enquanto.

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  • 01 Mar 2011

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